Soldados norte-coreanos enviados para apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia já sofreram mais de 5.000 baixas, entre mortos e feridos, segundo um relatório divulgado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido na última sexta-feira (28).
O documento estima que aproximadamente um terço das baixas foram de mortes em combate. O número equivale a quase metade dos primeiros 11 mil soldados enviados pela Coreia do Norte em outubro do ano passado.
As tropas do regime de Kim Jong-un estão atuando na linha de frente do conflito, em ataques de alto risco, principalmente na região russa de Kursk, que faz fronteira com a Ucrânia e que tem sido palco de grandes confrontos nas últimas semanas.
Uma avaliação divulgada na semana passada pela inteligência da Coreia do Sul, que monitora o país vizinho, estimava que as baixas norte-coreanas não passavam de 4.000.
As forças norte-coreanas sofreram essas baixas principalmente devido à inexperiência com drones e a ataques terrestres intensos, caracterizados por avanços a pé sob fogo inimigo, uma estratégia chamada pelos ucranianos de “moedor de carne”.
Diante do cenário de baixas intensas, Pyongyang enviou cerca de 3.000 soldados adicionais à Rússia entre janeiro e fevereiro deste ano para reforçar as tropas na linha de frente, segundo informações divulgadas pelo Estado-Maior Conjunto do Sul (JCS) na última quinta (27).
Segundo um sargento do exército ucraniano, Petro Haidashchuk, que concedeu entrevista à mídia local em janeiro, prisioneiros de guerra russos relataram que os norte-coreanos são enviados à linha de frente para liderar ataques, enquanto as tropas russas seguem atrás, consolidando as posições conquistadas.